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Câncer de mama: CasaRosa fornece apoio a pacientes do interior de Pernambuco

29 de setembro de 2014 | postado por Cinthya Leite

CasaRosa tem capacidade para hospedar nove mulheres com câncer de mama (Foto: Divulgação)

Várias entidades já começaram os trabalhos que chamam atenção para o movimento mundial Outubro Rosa, cujo objetivo é alertar para a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce da doença. A Associação de Assistência às Mulheres com Câncer de Mama de Pernambuco, por exemplo, está com um quiosque montado no Shopping RioMar, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, para orientar a população sobre a doença.

No local, diretoras e voluntárias da organização não governamental também divulgam a CasaRosa, que visa acolher mulheres em situação de vulnerabilidade social, procedentes do interior de Pernambuco e que precisam realizar tratamento de radioterapia e quimioterapia nos hospitais públicos do Recife. O espaço fica na Rua 24 de junho, nº 108, no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife.

“A casa oferece hospedagem a essas pacientes. Atualmente, só uma mulher conta com os serviços oferecidos por nós. Ainda há oito vagas”, diz a diretora de programas sociais da associação, Kadja Camilo. Quem permanece na casa conta com espaço para dormida, três refeições e lanches.

A diretora informa que é necessário um encaminhamento dos hospitais públicos que são referência em tratar o câncer de mama, como o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), o Hospital Barão de Lucena (HBL), o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE) e o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). “Nosso objetivo é contribuir com os serviços do Sistema Único de Saúde”, frisa Kadja.

Voluntárias da Associação de Assistência às Mulheres com Câncer de Mama de Pernambuco alertam sobre a doença e divulgam a CasaRosa no RioMar (Foto: Cinthya Leite)

No RioMar, a associação divulga o serviço da CasaRosa e divulga as formas com que a sociedade pode contribuir com o espaço. A entidade recebe doação em dinheiro através de depósito em conta corrente. Dados bancários: Banco Itaú (341) – Agência 1632 – Conta corrente: 25.388-4 / CNPJ 19.858.419/0001-07. No quiosque, estão à venda camisas (R$ 25), biscoitinhos (R$ 20), pen drives (R$ 30), canecas (R$ 20), chaveiros (R$ 5) e sacolas de lixo para automóveis (R$ 5). Todo o valor arrecadado com a venda dos produtos é revertido à associação. Quem quiser entrar em contato com a entidade pode ligar para o seguinte telefone: 81 3129-7761. O quiosque permanece no RioMar até a próxima sexta-feira (3/10).

PROGRAMAÇÃO

Hoje, por sinal, o público conta com atendimento da unidade móvel do Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Milton Bezerra Sobral de Pernambuco (Lacen/PE), no estacionamento do shopping, na área próxima ao Instituto JCPM, das 9h às 16h. São feitas coleta de exame citopatológico e aferição da pressão arterial e da glicemia.

Nos 1º e 2, a programação conta com uma série de palestras sobre câncer de mama. Mastologistas, psicóloga e nutricionista orientam a população. Haverá ainda depoimentos das voluntárias da Associação de Assistência às Mulheres com Câncer de Mama de Pernambuco, que venceram a doença. Nesta quarta-feira (1º/10), o evento acontece das 17h às 20h. Na quinta-feira (2/10), será das 17h às 19h. Em ambos os dias, as palestras serão ministradas no auditório da Livraria Cultura RioMar.

A partir dos 65 anos, de 10% a 15% desenvolverão a doença de Alzheimer (Foto: Divulgação - Site stock.xchng)

A Associação Brasileira de Alzheimer/Regional Pernambuco (ABRAz/PE) promove, no dia 3 de outubro, o 4º Encontro de Cuidadores e Familiares da Pessoa com Doença de Alzheimer, das 8h às 13h, no Salão de Convenções do Real Hospital Português, no bairro de Paissandu, área central do Recife.

Entre os temas que serão abordados, estão aspectos gerais da doença, segurança da pessoa com Alzheimer, alimentação, saúde bucal, deveres e direitos dos cuidadores.

O evento também apresentará uma série de casos clínicos. ​Será um momento de discussão com a participação profissionais de todas especialidades que cuidam de idosos. O encontro destina-se a familiares, cuidadores e demais pessoas interessadas.

A doença de Alzheimer constitui atualmente uma das maiores ameaças ao crescente fenômeno do envelhecimento populacional, pois atinge 25 milhões de pessoas no mundo, movimentando recursos em torno de US$ 100 bilhões ao ano, relacionados especialmente a pesquisas na área. É considerada a mais comum e prevalente entre os 140 tipos de demência e acomete cerca de 1,2 milhão de brasileiros. A partir dos 65 anos, de 10% a 15% desenvolverão a patologia. Depois dos 85 anos, essa porcentagem atinge praticamente metade dos indivíduos dessa faixa etária.

O maior entrave é que muitas pessoas, inclusive profissionais de saúde, acreditam que a doença é caracterizada só por comprometimento da memória. Mas não é só isso, pois se trata de uma doença complexa e multifacetada. A demência, vale frisar, deve apresentar o desenvolvimento de outra perturbação cognitiva, como afasia (comprometimento das funções de linguagem), apraxia (prejuízo na capacidade de executar atividades motoras), agnosia (dificuldade para reconhecer ou identificar objetos) ou perturbação do funcionamento executivo (capacidade de pensar de forma abstrata e planejar, iniciar, sequenciar, monitorar e cessar um comportamento complexo).

Essa carência de esclarecimentos norteadores atinge profissionais da área da saúde e cuidadores, que enfrentam a dúvida do que fazer ao longo da evolução da doença. Em se tratando de doença neurológica crônico-degenerativa, traz consigo dúvidas em relação ao manejo do doente, afetando aspectos de ordem pessoal, emocional, financeiro e social do paciente e seus familiares.

Assim, a ABRAz/PE entende que a orientação e a informação de profissionais habilitados e especializados no tratamento e acompanhamento dos pacientes podem ajudar a entender melhor a doença e a aprender a cuidar e a viver com a pessoa que tem esse tipo de demência. As inscrições para o evento podem ser efetuas através do site: www.icones.com.br/abrazpe/encontro.

Serviço:

4º Encontro de Cuidadores e Familiares da Pessoa com Doença de Alzheimer

Dia: 3/10

Horário: 8h às 13h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português – Av. Agamenon Magalhães, 4760 – Paissandu – Recife/PE

Informações: 81 8808-0263 e pernambuco@abraz.org.br

Farmácias estão obrigadas a manter farmacêutico durante toda a jornada

25 de setembro de 2014 | postado por Cinthya Leite

Farmacêuticos passam a ser presença obrigatória nas farmácias (Foto: Edmar Melo/JC Imagem)

As farmácias de todo o Brasil deixam de ser apenas estabelecimentos comerciais a partir de hoje (25) e passam a atuar como prestadoras de serviços de assistência à saúde. É o que determina a Lei nº 13.021, publicada no Diário Oficial da União em agosto.

Dispor de soros e vacinas que atendam o perfil epidemiológico de sua região demográfica, para atendimento imediato à população, é um exemplo dos serviços que poderão ser oferecidos pelas farmácias, que deverão ainda dispor de equipamentos necessários à conservação adequada de imunobiológicos, além de contar com equipamentos e acessórios que satisfaçam aos requisitos técnicos estabelecidos pela vigilância sanitária.

A advogada da IOB, do Grupo Sage, Clarice Saito, informa que o farmacêutico e o proprietário do estabelecimento devem sempre agir de forma solidária, ao realiza todos os esforços para promover o uso racional de medicamentos. “Além disso, o farmacêutico tem a responsabilidade de comunicar os órgãos sanitários, o laboratório industrial e os profissionais da saúde sobre efeitos colaterais, intoxicações, reações adversas e farmacodependência de qualquer medicamento.”

O profissional passa a ter obrigação ainda de organizar e manter cadastros atualizados com informações técnicas e científicas dos fármacos, medicamentos e drogas comercializadas na farmácia, proceder ao acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes internados ou não, estabelecer protocolos de vigilância farmacológica de medicamentos, produtos farmacêuticos e correlatos, estabelecer o perfil farmacoterapêutico no acompanhamento sistemático do paciente, mediante elaboração, preenchimento e interpretação de fichas farmacoterapêuticas, além de prestar orientação farmacêutica, com o objetivo de esclarecer ao paciente a relação benefício e risco, a conservação e a utilização de fármacos e medicamentos inerentes à terapia.

A advogada ainda comenta que as farmácias e drogarias são obrigadas a ter a presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento desde a edição da Lei nº 5.991, de 1973. “Se ocorrer baixa do profissional farmacêutico, o estabelecimento deverá contratar um novo profissional no prazo máximo de 30 dias”, finaliza a especialista.

Jean Carruthers e Alastair Carruthers fazem atualização sobre o uso do botox (Foto: Divulgação)

Começa, neste sábado (27), a 69ª edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que será sediado no Recife pela segunda vez. Comandado pelo dermatologista Emerson de Andrade Lima, o evento conta com uma vasta programação, que será engrandecida por especialistas dos quatro cantos do País e de outros oitos experts estrangeiros.

Entre eles, está o casal canadense de médicos (a oftalmologista Jean Carruthers e o dermatologista Alastair Carruthers), que viu potencial na toxina botulínica (que passou a ter o nome Botox como sinônimo) para a amenização das rugas há quase três décadas.

Durante o encontro, no dia 28 pela manhã, eles participam de uma mesa-redonda sobre o que há de mais novo em temas que permeiam a toxina botulínica, a substância mais do que queridinha por quem deseja apagar as marcas do tempo na pele.

Atualmente, todas as marcas do tipo A disponíveis no mercado têm propriedades que as tornam uma medicação coadjuvante para o tratamento de diversas doenças que nem passam pelo cenário da cosmiatria. Para se ter ideia, considerando só Botox (primeiro aprovado para uso cosmético/terapêutico), podemos falar em mais de 20 distúrbios que podem ser tratados com o produto.

Na dermatologia, a toxina botulínica é usada com muita segurança para amenizar rugas de expressão e tratar a hiperidrose, que é a transpiração excessiva nas palmas das mãos, axilas e planta dos pés. “É uma substância que, quando bem manipulada e indicada corretamente, oferece bons resultados para os pacientes”, diz Emerson, que vê com bons olhos a disseminação do uso da toxina botulínica.

Apesar disso, ele alerta que se trata de uma substância cujo uso é de exclusividade médica. “É por isso que, antes de receber a aplicação do produto, o paciente precisa se certificar de que o procedimento será feito por um médico habilitado”, avisa.

Como eu aprendi a tirar, armazenar, congelar e usar o leite materno

23 de setembro de 2014 | postado por Cinthya Leite

Cada potinho dura 15 dias no congelador, desde que a temperatura esteja abaixo de 10 graus negativos (Foto: Arquivo pessoal)

Amamentação sempre foi um assunto que encheu minha cabeça de dúvidas. Logo quando João Antonio nasceu, o dilema era: “Deixo ou não ‘chupetar’ depois que ele enche a barriguinha?” No começo, realmente não deixava. Mas se passaram algumas semanas e aprendi que a amamentação vai além do objetivo de deixar o bebê satisfeito, simplesmente pelo fato de que nossos filhos não têm apenas fome de leite. Eles também precisam da sucção não nutritiva (aquela que popularmente chamamos de “chupetar”), pois o ato de sugar também satisfaz o bebê afetivamente e gera um sentimento de prazer e de segurança. Por isso, mais do que alimentar o neném com um leite rico em todos os nutrientes do bem, amamentar também acalma e é fundamental para o amadurecimento psíquico.

Passaram-se alguns meses e as minhas dúvidas, às vésperas de voltar ao trabalho, migraram para o armazenamento do leite materno. Afinal, tenho que deixar alguns potinhos congelados pra João Antonio. Nunca, em todos esses 4 meses e meio, usei tanto a desmamadeira para tirar leite, congelá-lo e usá-lo. Tirei todas as minhas dúvidas com o Banco de Leite Humano do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) – e também com a amiga Adriana Paiva, que já me orientou muito e tem uma linda vivência de amamentação com a pequena Nina, 9 meses.

A desmamadeira tem que ser aquela que se adapte a nós: pode ser manual ou elétrica. Ah, também é possível tirar o leite de forma manual (os bancos de leite ensinam como fazer). A desmamadeira elétrica é mais prática, mas tem várias manuais ótimas também. A minha, elétrica, é esterilizada assim: depois de lavar com água e sabão, deixo por 1 hora em 1 litro de água misturado com 1 colher de sopa de água sanitária. Essa água pode ser usada por até 24 horas. Ou seja, não precisamos prepará-la todas as vezes em que precisamos limpar a desmamadeira ao terminamos de tirar o leite.

Os potinhos onde são armazenados o leite materno devem ser esterilizados por 15 minutos em água fervente. Eu uso uns potinhos da Avent, mas há recipientes de outras marcas, como os da Mam, e também saquinhos da Medela. Outra opção, para o armazenamento e que pode ser mais prática, é usar qualquer recipiente de vidro com tampa de plástico (sim, aqueles de café e de maionese servem). O recipiente deve secar naturalmente, de boca para baixo em cima de uma toalha. Só depois que o pote estiver sequinho é que se pode colocar o leite materno dentro dele.

Assim, depois de tirar o leite materno e colocá-los nos potinhos (tenho o cuidado de não encher o recipiente por completo porque o leite “incha” depois de congelado; sempre deixo dois centímetros de espaço até a borda de cada pote), ele vai para o congelador. É preciso etiquetar cada um deles com o dia em que o leite foi tirado e a hora. Isso ajuda a controlar a validade – cada potinho só dura 15 dias no congelador, desde que a temperatura esteja abaixo de 10 graus negativos (apenas depois desse tempo é que existe o risco de micróbios crescerem no leite e fazerem mal ao bebê). Um parêntese: quem quiser que o leite dure mais tempo leva o leite para o Imip pasteurizar. Caso um recipiente com leite congelado não estiver cheio, a gente pode completar com outras tiradas de leite, ao colocarmos mais leite no pote.

Para o descongelamento, sempre tiro cada pote do congelador 30 minutos antes de João Antonio se alimentar. Esse processo é o mais chato para mim porque demora um pouco. E se o bebê tiver com fome e a gente fizer o descongelamento em cima da hora, é um Deus nos acuda. Para esse processo, deve-se fazer assim: esquenta água (assim que a água começa a ferver, a gente desliga. Se ferver demais, pode tirar os micronutrientes do leite materno) e coloca o potinho com leite materno dentro dessa água. E mais: o leite materno nunca pode ser fervido e nem esquentado diretamente; tem que ser dentro do recipiente.

Quando descongelado assim, está pronto para dar ao bebê. Até 1 mês, quando João Antonio tomava cerca de 60 ml, eu conseguia dar no copinho. Depois disso, passei para a mamadeira. Especialistas dizem que as mamadeiras atrapalham a amamentação, pois exigem menos esforço para o bebê na hora da sucção. Nunca tive problemas com João Antonio em relação a isso, mas há mães que realmente têm.

Se acontecer de o potinho ter uma quantidade de leite maior do que a gente acha que o bebê deseja, a dica é tirar o que vai dar ao bebê e colocar em outro potinho o restante dentro da geladeira, onde pode ficar por, no máximo, 12 horas para garantir que não seja contaminado. Para guardar o leite na geladeira, é preciso usar a prateleira de cima, que é a mais fria, e nunca guardar o recipiente na porta do aparelho. Uma vez descongelado, esse leite não deve ser recongelado (o Imip diz que até pode, desde que fique uma pedrinha de gelo no processo de descongelamento, mas eu prefiro não recongelar). Se acontecer de o bebê não tomar toda a mamadeira toda, nada de guardar o leite que ficou. Esse deve ser desprezado mesmo.

Outro detalhe importante é o transporte. Os recipientes com o leite materno congelado devem ser acondicionados numa caixa de isopor ou bolsa térmica, com aquelas bolinhas de gelo reutilizável. Assim que chegarmos ao destino, devemos colocar o potinho com leite imediatamente no congelador.

Parece tudo muito difícil à primeira vista, né? Mas, em pouco tempo, a gente pega a prática. Quer tirar todas as dúvidas? Sugiro ligar para o Banco de Leite Humano do Imip (81 2122-4719 e 81 2122-4103) ou, até mesmo, dar uma passadinha lá. Vale muito a pena.

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